segunda-feira, 10 de março de 2008

Citologia

A teoria celular elaborada por Schleiden e Schwan, em 1839, constitui uma prova citológica a favor da evolução. Ao considerarem que todos os organismos são constituídos por células, e que a célula é a sua unidade estrutural e funcional, estes investigadores contribuíram para a ideia de que existe uma base comum para todos os seres vivos. Esta concepção de universalidade estrutural e funcional entre os seres vivos constitui, assim, uma prova fundamental a favor de uma origem comum e, consequentemente, da existência de um processo evolutivo.

Célula da pele humana

Bioquímica

A bioquímica é umas das ciências que teve uma notável evolução nos últimos anos. Os dados bioquímicos têm contribuído para o estudo do processo evolutivo. Entre as provas bioquímicas que apoiam o evolucionismo, destacam-se:
  • O facto de todos os organismos serem constituídos pelos mesmos compostos orgânicos;
  • A universalidade do código genético com a intervenção do DNA e RNA no mecanismo de síntese proteica

A análise da sequência de aminoácidos das proteínas e a sequenciação de DNA têm fornecido, ultimamente, provas a favor de uma origem comum para todos os seres vivos.Se duas espécies apresentam sequências de genes e aminoáciodos muito próximas, muito provavelmente essas sequências foram copiadas a partir de um ancestral comum.
Uma outra forma de estimar a proximidade entre espécies é através da hibridação do DNA. Quanto mais rápida for a formação de moléculas híbridas e quanto maior for a quantidade de bases complementares emparelhadas, mais próximas serão as espécies do ponto de vista filogenético.

Biogeografia

A biogeografia analisa a distribuição geográfica dos seres vivos Esta ciência conclui que as espécies tendem a ser tanto mais semelhantes quanto maior é a sua proximidade física e, por outro lado, quanto mais isoladas, maiores são as diferenças entre si, mesmo que as condições ambientais sejam semelhantes. Darwin teve oportunidade de verificar esta situação ao conhecer as ilhas de cabo verde e o arquipélago das Galápagos.




Os Mamíferos Australianos são Marsupiais- nascem num estado embrionário e completam o seu desenvolvimento no interior de uma bolsa materna.

Hoje, a fauna australiana é constituída por marsupiais de diferentes géneros, que ocupam nichos ecológicos similares aos ocupados pelos mamíferos de placenta noutras partes do Mundo.

Imagem retirada do endereço http://geology.com/pangea.htm

Embriologia

Nem sempre é fácil reconhecer as homologias nos indivíduos adultos. Contudo o acompanhamento do desenvolveimento embrionário das diferentes espécies permite observar essas homologias e estabelecer relações de parentesco entre os diferentes grupos.
O estudo comparativo do desenvolvimento embrionário de peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos, permite verificar que os embriões são muito semelhantes nas primeiras etapas desse desenvolvimento. Contudo, nas etapas subsequentes, as diferenças vão-se acentuando.
A embriologia sugere a existência de uma relação de parentesco entre os diferentres grupos de seres vivos. A partir de um padrão muito semelhante, nos estados iniciais, vão-se formando estruturas características dos adultos de cada espécie.


Imagem retirada do endereço http://curlygirl.naturlink.pt/evolucao.htm#embriologicos


quinta-feira, 6 de março de 2008

Paleontologia


A Paleontologia é uma das ciências que cedo forneceu dados a favor do Evolucionismo. Os dados paleontológicos baseiam-se no estudo dos fósseis,isto é, de partes ou vestigios que viveram em épocas geológicas anteriores.
Compreende-se que a Paleontologia se depare com imensas limitaçoes. Contudo, nalguns casos, é possivel acompanhar a história evolutiva de um determinado grupo de seres vivos através das árvores filogenéticas.


Além da reconstituiçao da filogeniade determinado grupo, a Paleontologia fornece outros argumentos a favor da evoluçao.
Um conjunto de fósseis especialmente interessante, do ponto de vista evolutivo, são os fósseis intermédios ou sintéticos. Os fósseis de formas sintéticas apresentam caracteristicas que existem, na actualidade, em pelo menos dois grupos de seres vivos.

Imagem retirada do endereço http://www.avph.com.br/archaeopteryx.htm

Archaeopterys - é um fóssil de um organismo que terá vivido há cerca de 150 M.a.Possui asas e penas que são caracteristicas das aves e, por outro lado, evidencia dentes e uma longa cauda com vértebras que são características dos répteis.



* Algumas formas intermédias correspondem a pontos de ramificação, que conduziram à formação de novos grupos taxonómicos, e permitem construir árvores filogenéticas parciais. Neste caso, as formas fósseis são designadas formas fósseis de transição.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Anatomia Comparada


O desenvolvimento de sistemas de classificação para ordenar a grande diversidade de seres vivos conduziu à necessidade de estudar as semelhanças morfológicas. Desta forma, surgiu a Anatomia Comparada. Esta tem fornecido dados que apoiam o Evolucionismo, revelando a existência de Estruturas Homólogas, Análogas e Vestigiais.



* Estruturas Homólogas
São orgãos que, apesar de desempenharem uma função diferente, apresentam um plano estrutural semelhante, a mesma posição e origem embriológica idêntica.

Associado à existência das estruturas homólogas, verifica-se a divergência de organismos a partir de um grupo ancestral comum que colonizou diferentes habitats e, por isso, sofreu pressões selectivas distintas, ou seja, uma Evolução Divergente.




* Estruturas Análogas


São órgãos que têm uma estrutura e origem embriológica diferentes, mas que desempenham a mesma função.


As estruturas análogas terão resultado de pressões selectivas idênticas sobre indivíduos de diferentes grupos, que conquistaram meios semelhantes, neste caso, diz-se que ocorre
Evolução Convergente.





* Estruturas Vestigiais

São órgãos atrofidos, que não apresentam uma função evidente nem importância fisiológica num determinado grupo de seres vivos. Porém, noutros grupos, estes orgãos podem apresentar-se bem desenvolvidos e com significado fisiológico, isto é, funcionais.





A teoria evolucionista considera que estes órgãos terão sido úteis no passado a um ancestral comum. Quando sujeitos a pressões selectivas diferentes, estes órgãos evoluíram em sentidos diferentes. Mantiveram-se funcionais e bem desenvolvidos nos indivíduos que colonizaram meios, nos quais estes órgãos conferiam vantagens adaptativas. Mas, em outros ambientes, estes órgãos tornaram-se dispensáveis e, assim, foram regredindo, tornando-se vestigiais.


Imagens retiradas do endereço http://www.cientic.com/tema_evolucionismo.html

segunda-feira, 3 de março de 2008

Argumentos do Evolucionismo

As teorias evolucionistas apoiaram-se em diversos factores que reforçaram a ideia de que as espécies actuais surgiram a partir de outras existentes num passado longínquo. Explicar a evolução implica compreender o passado a partir de dados actuais directamente observáveis. No seguinte mapa de conceitos damos a conhecer os diferentes argumentos que apoiam o evolucionismo: